Fuzível queimado!

18 de novembro de 2013 em Rosana Bond

De-vez-em-quando

Rosana Bond

  • Começo a coluna de hoje falando de um assunto que vem preocupando (e ocupando) milhares de catarinenses: os serviços de atendimento da Celesc aos usuários.

Ou seria melhor dizer DESserviços e DESatendimentos? Porque a coisa está feia. Na verdade, feia é pouco. Está é horrorosa mesmo.

Quando falta luz é comum o cliente passar horas (ao pé da letra) para conseguir comunicar o problema. E pior: tem que ficar ouvindo frases de autoelogio que a Celesc coloca em gravação automática.

Quando a questão não é falta de luz, o descaso é o mesmo.

Basta entrar na internet e ver como muitos clientes qualificam a empresa e seus fones 0800 e sua Ouvidoria: “É um lixo”, “Uma porcaria”, “Nos fazem de palhaços”, “Um absurdo”, “Nenhum funciona”, “A Ouvidoria não serve para nada”…

  • Concordo com todas as expressões acima, e acrescento a minha: “Parece um pesadelo”.

Digo isso porque faz 34 dias que tento, sem sucesso, conseguir que meu relógio volte a ser lido e a conta volte a me ser entregue. Exatamente, prezados leitores ! Quero pagar a luz e a Celesc está me impedindo!

Desde junho os leituristas da terceirizada Floripark não aferem meu relógio e nem me entregam a fatura. Justificativa: um portão estaria barrando a entrada mensal do funcionário. Mentira !

  • Deslavada mentira da Floripark e Celesc!!!

Porque para dentro do portão existem várias casas e todas estão recebendo leitura normal de seus medidores de luz. Menos a minha.

Fora isso, o portão, que existe há muitos anos, não barra ninguém. Não barra o leiturista da água (CASAN), não barra o correio, não barra a Prefeitura, etc, etc, etc. E não barra outro setor da própria Celesc, que entra tranquilamente para trocar lâmpadas nos postes e verificar eventuais galhos de árvores crescidos sobre a linha, como fez dias atrás.

  • Repito: há mais de um mês estou envolvida numa maratona absurda de telefonemas e e-mails para os call centers 0800 e Ouvidoria.

As respostas? Apenas o repetitivo informe sobre o empecilho do famoso portão e outras falsidades correlatas. Por exemplo: a Floripark, com uma solene cara de pau, nega a ausência da leitura em meu medidor, admitindo-a apenas no mês de outubro. Mas tenho as provas que desmentem isso e detalhei-as à Ouvidoria por escrito.

  • Mesmo assim, nenhuma atitude solucionadora.

Trinta e quatro dias para (não) resolver um problema mínimo, que exigiria da Celesc não mais que um telefonema ou um mail para a Floripark determinando que a casa tal, rua tal, receba leitura e respectiva conta. Ou determinando uma vistoria in loco.

Parece ou não parece um pesadelo?

Socorro, Procon ! Socorro, Gabriel !

  • Deixando o setor de atendimento da Celesc entregue à escuridão da sua incompetência, parto para uma notícia mais iluminada.

Sob a benção do Pai Sol, será realizado em Cananeia (SP), em 30 de novembro, um encontro sobre o Caminho de Peabiru, uma trilha de índios que ligava o Atlântico ao Pacífico. Relacionada à divindade solar era, por tal motivo, vista como sagrada pelos indígenas.

  • Irei palestrar e (re)lançar meu recente “filhote”, História do Caminho de Peabiru: O milenar, “desprezado” e pouco estudado ramal litorâneo.

Nele, como novidade histórica, é revelada a existência de um ramal beirando as praias, como o título já diz.

Para que não se transformasse numa festa ao estilo “bloco do eu sozinho”, estendi o convite a outros estudiosos. Muitos atenderam ao chamado e a lista de palestrantes já está tão longa que não sobrou vaga nenhuma. Para a platéia sim, ainda há algum espaço para participar e debater conosco.

  • Em meu próprio nome e também no do Lagamar EcoHotel, promotor e sediador do encontro, peço desculpas aos colegas pesquisadores que ficaram de fora. Mas a Kátia e o Roberto, donos do hotel, prometeram realizar um novo evento peabiruano, com outros convidados, tão logo a muvuca do verão paulista termine.

 

  • Sentindo-me muito honrada, informo aos leitores da coluna que entre os palestristas  que agora me farão companhia em Cananeia, encontram-se figuras de altíssima qualidade. Professores da USP, consultores e dirigentes da área de cultura e memória de S.Paulo e Paraná, membros do Instituto Histórico e Geográfico de SP, diretores de associações nacionais de turismo cultural, jornalistas especializados de S. Paulo e S. Catarina.

 

  • Eis aí a lista de palestras:

“Caminhos de Cananeia” (João Carlos Borges, SP)

“Estradas paulistas e trechos do Peabiru” (Jorge Ubirajara, SP)

“O Caminho do Peabiru e o turismo no Vale do Ribeira” (Marcos Cruz, SP)

“Projeto turístico Caminho de São Tomé” (Myrian Teresa Fortes Veiga, SP)

“O Peabiru e os Caminhos Tropeiros” (Carlos Solera e Henrique Schmidlin, PR)

“Arqueologia e historiografia do Vale do Itapocu” (Fabio K. Nunes, SC)

“Arqueologia no Vale do Ribeira: índios, portugueses e espanhóis” (Maria Cristina Scatamacchia, SP)

“Organização Territorial do Turismo” (Eduardo Yazigi, SP)

“O ramal litorâneo do Peabiru” (Rosana Bond, SC)

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