“Fim de romance manezês” hoje em Sambaqui

2 de março de 2014 em CARNAVAL 2014

 

Tudo pronto para o Carnaval de Sambaqui, Foto: Celso Martins

Tudo pronto para o Carnaval de Sambaqui, Foto: Celso Martins

O bloco Engenho de Dentro desfila em Sambaqui neste domingo (2.3) o “Fim de romance manezês”, samba enredo de Manoel Cândido da Luz (Marreco), arranjo de Wagner Segura e gravado por Leleco Lemos, que vai puxar a execução. O desfile começa às 21 horas, saindo da praia do Fogo em direção à praia das Flores, onde  foram instaladas as estruturas da festa (camarote, barracas, grades).

O desfile marca a estréia da bateria coordenada por Edson Tadeu de Oliveira e do carro alegórico elaborado pelos artistas Carlos Henrique da Silva e André Luiz Campos, concluído no dia dois de fevereiro. Como destaques no carro a jovem Vanessa Gonçalves, 18 anos, residente na Coloninha, ao lado de Patrícia Areias, Cidadã Samba de Florianópolis entre 1988 e 1990.

Diversos pequenos blocos acompanham o Engenho de Dentro como o da Galhada, com cerca de 30 componentes e aquecimento à base de chope e salgadinhos.

Os organizadores da festa aguardam a presença da Polícia Militar e da Guarda Municipal, executando o mesmo serviço de qualidade verificado em Santo Antônio de Lisboa.

 

 Barracas de apoio. Foto: Celso Martins

Barracas de apoio. Foto: Celso Martins

Desvio do trânsito

Com a escolha de um novo local para a concentração, o trânsito será desviado pela rua padre Rohr, entre a Barra do Sambaqui (através da rodovia Isid Dutra) e Santo Antônio de Lisboa (próximo ao trevo da SC 401). Ao longo da semana o intendente João da Luz comandou serviços de melhoria da via. Mesmo assim é preciso atenção dos motoristas, pois a via com muitas curvas não tem pavimentação. Existem alguns pontos onde não passam dois veículos ao mesmo tempo.

LETRA

Fim de romance manezês

Começou o “ingriguilho”

Com “intiquento” indo atrás da rapariga

Levei até um “cagaço”

Qui até ogi me istrova as idéia,

E “acarcanhou” esquecer a disgramenta.

“Cos miolo atupetado”, apiançado

Me deu vontade de sair numa “puada”

Ou andar de “estrambulhão”,

Mas bonitinha.., agora “tás um langanho!”

 

Sou “marvado istanqueiro”,

Fica quieta, não me “intica”

Meu “pitafe” é “isfergulhá”,

A “istepô” que me “intisica”

 

“Desarrisca” o meu nome do “teu broco”

Tu não “vévi qui nem eu”

“Disfalsa”, me dá um ar

“Inda” sou “rapagi” novo

Começando a “ingrisar”

Sua “infarada” tu não vais “tirá farinha”

Pois “malinagi” ninguém agüenta

Nem “dijaôje” ou “onti-onti”,

“Avoa” cambacica “misurenta”.

 

Essa história de amor que o Engenho canta,

Não é chinês, latim, ou holandês

Num carnaval a fantasia que encanta

Contada em linguagem “manezes”.

Começou…

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