NAS TERRAS DE SHIVA (8). A caminho do Ladakh

26 de junho de 2014 em NAS TERRAS DE SHIVA

“Um lugar belíssimo”, resume a jornalista Anita Martins sobre a área do Dharmalaya Institute, em Bir, no estado indiano de Himachal Pradesh, onde ela esteve por cerca de uma semana com o marido Edu Cavalcanti. “Estava tudo parado, o carpinteiro tinha viajado”, diz referindo-se às atividades de bioconstrução que desejavam participar. Além disso, com as monções, choveu muito.

Mesmo assim tiveram acesso a alguns segredos da fabricação de tijolos “orgânicos” e puderam atuar na cozinha, captando alguns segredos da culinária tibetana. E sobrou tempo para uma longa caminhada pelas florestas das encostas do Himalaia, onde se deslumbraram pela diversidade da vegetação. “Na volta fomos recebidos com festa e chá”, destaca Anita. Outra ocupação do casal foi a meditação numa sala especial de frente para os picos das montanhas.

Anita e Edu conheceram no Instituto o estudante de arquitetura holandês, Ruud Kooloos, que resolveu seguir com eles até Manali, distante cerca de 180 quilômetros de Bir, no distrito de Kullu (Himachal Pradesh), com altitude de 2.050 metros. “Está friozinho”, disse Anita, hospedada no Prince Guest House. Às 6 horas da manhã desta quinta-feira (26.6) embarcaram de ônibus rumo a Keylong, mais alto, a 3440 metros acima do nível do mar, onde permanecem algumas horas.

 

Leh. Foto: Site do Governo de Jammu e Caxemira.

Leh. Foto: Site do Governo de Jammu e Caxemira.

Viagem

O passo seguinte será a cidade de Leh, no Ladakh, estado de Jammu e Caxemira, norte indiano, coração da complicada e sempre tensa fronteira com o Paquistão e a China, com altitude de 3.500 metros. É simplesmente o lugar habitado mais alto do planeta, onde vivem cerca de 30 mil pessoas. A chegada ao destino final está sendo feito aos poucos para adaptar o organismo à altitude, onde a temperatura varia de 6ºC (noite) a 12ºC (dia) nesta época do ano.

De Manali a Keylong são cerca de 118 quilômetros. De Keylong a Leh outros 357 quilômetros. O casal percorrerá estradas sem pavimentação e outras com asfalto pouco conservado, beirando as bordas de penhascos do Himalaia. A rigor uma viagem perigosa numa época em que as monções umedecem toda a região, tudo aquilo que a mãe de Anita, Margaret Grando, não deseja. No trajeto vão experimentar altitudes acima de 5.000 metros.

Em Leh, onde chegam no sábado (28.6), são aguardados pelo norte-americano Alex Jensen, representante no Ladakh da ISEC – International Society for Ecology and Culture (ISEC), a mesma ONG que promoveu a conferência sobre a Economia da Felicidade em Bangalore. Alex alugou um apartamento, onde Anita e Edu passam os primeiros dias na área.

 

Jovem do Ladakh. Foto: Site do Governo de  Jammu e Caxemira.

Jovem do Ladakh. Foto: Site do Governo de Jammu e Caxemira.

Ladakh

Leh é a capital do Ladakh indiano, o maior distrito de Jammu e Caxemira, ocupando uma superfície de 59.343 km², metade da superfície do estado, com apenas 260 mil moradores. O “Pequeno Tibete”, como

é conhecido, alia paisagens montanhosas a uma cultura marcadamente budista tibetana dos descendentes de mongóis. As zonas norte e leste tem maioria budista, enquanto os muçulmanos predominam no sul e no oeste.

 

NOS PENHASCOS DO HIMALAIA  (vídeos)

Terrifying Manali-Keylong road in India, por Arek Kubala.

Terrifying Keylong Leh road in India, por por Arek Kubala.

Road Manali – Leh (Moto trip to Ladakh, India), por Kartazon Dream.

 

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