Assembléia recria Irmandade e elege diretoria

30 de agosto de 2014 em FESTA DO DIVINO 2014

Maurício, novo provedor da Irmandade do Divino de Santo Antônio de Lisboa. Foto/Arquivo: Celso Martins.

Maurício, novo provedor da Irmandade do Divino de Santo Antônio de Lisboa. Foto/Arquivo: Celso Martins.

Maurício Cunha Martins é o novo provedor da Irmandade do Divino de Santo Antônio de Lisboa, eleito e empossado em concorrida assembléia geral nesta sexta-feira (29.8) no salão paroquial da igreja, conduzida pelo padre Gervásio Fuck. “Nosso foco imediato é a Festa do Divino e estaremos envolvidos com ela até o final”, diz Maurício, destacando que o passo seguinte será “retomar nosso espaço, não nos limitaremos a cuidar do cemitério e da capela mortuária”, disse na manhã de hoje (30.8).

Padre Gervásio conduziu a assembléia. Foto: Celso Martins.

Padre Gervásio conduziu a assembléia. Foto: Celso Martins.

Além de Maurício foram eleitos e empossados os demais membros da diretoria: Antônio Pires da Cunha (Toninho, vice-presidente), Sônia Maria Branco (1ª tesoureira), Agenor Domingos de Andrade (2º tesoureiro), Maria das Graças Sardá Queiroz (1ª secretária) e Sérgio Luiz Ferreira (2ªsecretário). No conselho fiscal estão José Carlos Blanco, Edenaldo da Cunha Lisboa (Feijão), Anésio Agenor de Andrade, Renato Marciano e Juarez José Branco. João Costa, Manoel Hercílio Marciano (Deca) e Reinaldo Pires, podem compor o conselho.

 

A Irmandade e o cadeado

A porteira do estacionamento da igreja de Nossa Senhora das Necessidades e Santo Antônio foi fechada com cadeado no final da tarde desta sexta-feira (29.8), como ocorre em dias sem evento no salão ou na própria igreja. Mas para esta data, às 19h30, estava prevista a assembléia geral da Irmandade do Divino Espírito Santo, convocada pelo padre Gervásio Fuck, pároco da paróquia de São Francisco Xavier, no bairro Monte Verde. Os irmãos da Irmandade e os juízes da Festa do Divino em andamento não puderam estacionar seus veículos no pátio. Depois surgiu a chave.

Momento do encontro da Irmandade. Foto: Celso Martins.

Momento do encontro da Irmandade. Foto: Celso Martins.

O ocorrido pode parecer trivial, sem importância, paroquial, diriam alguns, mas não é bem assim. O episódio é apenas um breve capítulo de uma longa série de ações e desatenções com a Irmandade do Divino e seus integrantes. E como de grão em grão a galinha enche o papo, os estômagos de sucessivos provedores e irmãos não puderam suportar sucedidos e ocorridos, malquerenças, desaforos e querelas sub-reptícias. Procedimentos algumas vezes sutis, outras desabridos, formaram um caldo intragável. Até que no início do ano a diretoria da Irmandade pediu demissão coletiva.

O ressurgir da Irmandade revela os elementos de sua longevidade, o intrincado das relações pessoais, humanas, voltadas ao culto do Divino Espírito Santo. À grosso modo a reorganização começou quando se observou que o casal festeiro havia ficado sozinho no meio da organização de uma Festa do Divino, com todo o peso religioso, social e cultural do acontecimento. Diferentes pessoas com ativa e histórica presença nos assuntos católicos se juntaram numa comissão organizadora do festejo, encabeçada por Maurício Cunha Martins. A irmandade havia ressurgido de fato, mas ainda não de direito, o que aconteceu nesta sexta-feira, mesmo com a porteira trancada por cadeado.

 

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