População do distrito quer destinação do esgoto

28 de janeiro de 2016 em Geral

O distrito de Santo Antônio de Lisboa tem uma fortuna enterrada em seu solo, esquecida pelo poder público, na forma de algums quilômetros de canos, dezenas de caixas de inspeção, inúmeras elevatórias e outros equipamentos, resultado da aplicação de alguns milhões de reais. Feita e refeita pela Casan, infernizando a vida dos moradores por dois anos, a rede foi esquecida, mas precisa ser ativada, pedem os responsáveis por uma campanha que surge entre os moradores.
Cabe à Prefeitura, através da concessionária Casan, dar um uso para esse equipamento, resolvendo com a necessária agilidade e competência a destinação final dos esgotos de Sambaqui, Barra do Sambaqui, Santo Antônio e Cacupé. A demora parece proposital e sugere vingança da Casan contra os moradores que não aceitaram a instalação de uma estação de tratamento nas margens do rio Veríssimo, junto ao manguezal de Ratones (na Barra do Sambaqui, onde a imensa maioria dos moradores não seria atendida pelo serviço).
Casos pontuais e graves devem ser denunciados, mas as entidades comunitárias não podem desencadear uma caça às bruxas contra os moradores, quando a rede de coleta está enterrada à espera de uma ação do poder público. Com muito custo, os habitantes do distrito conseguem destinar adequadamente seus esgotos, tanto é que quatro dos seis pontos analisados pela Fatma permanecem próprios para o banho (bem mais que em áreas servidas por redes de coleta no Norte da Ilha).

Edna, alvo de conclusões apressadas. Foto: Anita Martins.

Edna, alvo de conclusões apressadas. Foto: Anita Martins.

Individualizar o problema leva a injustiças, como a que acaba de sofrer a empresária Edna Luisa Almeida, dona da Spaghetteria Santo Antônio, onde um vazamento de água tratada da Casan, na rua, confundido com esgoto, originou bate-boca, acusações, ofensas, carta anônima, injúrias nas redes sociais e evidentes danos econômicos e morais. A Casan, chamada para verificar a situação, esquivou-se. Depois reconheceu que era água limpa. O drama é relatado pela empresária, abaixo.

Anônimo.

Anônimo.

Nota de esclarecimento
Na semana passada, houve um vazamento na rede de esgoto na Rua Cônego Serpa e, de forma bastante agressiva e até com atitudes covardes como carta anônima, fomos acusados de ser responsáveis pelo problema.
A verdade é que o assunto era de responsabilidade da Casan, conforme fotos anexo onde a própria executou o reparo.
Para esclarecimento, a Spaghetteria Santo Antônio sempre procurou manter a qualidade dos serviços que presta a seus clientes e a comunidade, e isso inclui a preservação do meio ambiente.

Casan consertou vazamento de água. Foto: Edna Luisa Almeida.

Casan consertou vazamento de água. Foto: Edna Luisa Almeida.

Há sete anos implantamos um sistema avançado de tratamento de esgoto, que é supervisionado a cada 15 dias pela empresa Plano A. Este sistema é composto por uma caixa de gordura bem dimensionada, um decantador com carvão vegetal que purifica a água passando para uma outra caixa que faz o sistema de bombeamento e devolve a água tratada onde são adicionadas as bactérias de biodegradador natural. Tornando nosso sistema ecologicamente correto“. (Edna Luisa Almeida, empresária, dona da Spaghetteria Santo Antônio)

Amsal
A diretoria da Associação dos Moradores de Santo Antônio de Lisboa (Amsal), se reuniu na última segunda-feira (25.1), onde o problema do esgoto foi debatido. Segundo a página da entidade no Facebook, nenhum dos órgãos públicos convidados compareceu ao encontro (Casan e órgãos municipais como Vigilância em Saúde e outros). Moradores presentes relataram diversos casos de lançamento irregular de esgotos no bairro.

Ação
Tramita na Justiça uma ação do MPF-SC, referente aos esgotos de Santo Antônio e Sambaqui. Confira a notícia.

Memória
Assembleia geral dos moradores da Barra do Sambaqui, em 2009, discute ETE no manguezal. CONFIRA.

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