Gazu fecha Carnaval de Sambaqui e deixa Daza

11 de fevereiro de 2016 em CARNAVAL 2016, Destaque, Destaque, Galeria de imagens

Por Anita Martins (texto) e Edu Cavalcanti (foto)

Gerry e Gazu se abraçam no fim da apresentação do trio elétrico em Sambaqui. Foto: Edu Cavalcanti/Especial para o Daqui na Rede.

Gerry e Gazu, no fim do show no trio elétrico em Sambaqui. Foto: Edu Cavalcanti/Especial para o Daqui na Rede.

A terça-feira (9.2) de Carnaval em Sambaqui terminou com a passagem do trio elétrico do Gazu (Sandro Costa), costumeiramente identificado como vocalista do Dazaranha, mas que anunciou sua saída do grupo nesta quarta-feira de Cinzas. O único integrante do Daza a acompanhá-lo no trio foi o percussionista Gerry Adriano da Costa, que no fim da noite agradeceu muito ao irmão, “um cara que só me dá alegria”.

Os dois curtiram o show no Sambaqui, assim com o público, que pulou até a última música. “É uma energia muito boa, assim como a de Santo Antônio”, disse Gazu, que tocou no bairro vizinho no sábado (7.2). “É um lugar romântico, com esse mar, tranquilo, cheio de famílias. É como uma volta ao passado”, comentou Gerry.

Evelyn Makowiecki, rainha da bateria Engenhosa. Foto: Edu Cavalcanti/Especial para o Daqui na Rede.

Evelyn Makowiecki, rainha da bateria Engenhosa. Foto: Edu Cavalcanti/Especial para o Daqui na Rede.

Gazu também desfilou com o bloco Engenho de Dentro, que veio sem o tradicional carro alegórico, mas com a bateria Engenhosa bem ensaiada e a bela rainha Evelyn Makowiecki, de 20 anos. Moradora do Morro do Céu, que tem uma escola de samba no grupo de acesso, ela também é rainha por lá.

Paulo Roberto Patrício, mestre da bateria do bloco Engenho de Dentro. Foto: Edu Cavalcanti/Especial para o Daqui na Rede.

Paulo Roberto Patrício, mestre da bateria do Engenho de Dentro. Foto: Edu Cavalcanti/Especial para o Daqui na Rede.

Assim como Evelyn, o mestre da bateria, Paulo Ricardo Patrício, vem do Morro do Céu, mas está na Engenhosa desde sua fundação, há três anos. “Essa é minha primeira vez à frente da bateria, antes apenas tocava. Mas o grupo evoluiu muito, principalmente porque a maioria das pessoas são as mesmas”, afirmou.

Bom, quase 20 dos 52 componentes são da mesma família, a Lima. Maristela da Luz, que toca tamborim, já se apresentou grávida e com a filha neném no canguru (espécie de mochila). Neste ano, a pequena ficou dormindo no camarote do bloco, sob os cuidados da madrinha e da namorada do primo. Seu filho de seis anos, Victor, é outro integrante da turma do tamborim, comandada por Caio Queiroz. Ainda estão na bateria o marido, o pai, a mãe (da família Lima), o afilhado, três tias, dois tios e seis primos (17 pessoas). Mais dois tios puxaram o samba “Em Sambaqui, do amanhecer ao anoitecer, tudo pode acontecer”, de autoria de Célio Hercílio Marciano (Celinho). Total de parentes: 19.

No lado direito da foto, Maristela da Luz. Foto: Edu Cavalcanti/Especial para o Daqui na Rede.

No lado direito da foto, Maristela da Luz. Foto: Edu Cavalcanti/Especial para o Daqui na Rede.

Maristela e outros nove parentes também desfilaram pela escola de samba Dascuia, na passarela Nego Quirido, e alguns aproveitaram a fantasia para dançar pela rua depois da apresentação do Engenho. O pai, Jair da Luz, conhecido como Zair, já estava aproveitando a vestimenta desde a primeira atração da noite, a banda de pagode Atrevidos. “Ele bebe pouco, não fuma, está sempre sorrindo, vai viver 100 anos”, comentou Gabriel Vaz Pires, da diretoria do bloco, que mais tarde recepcionou o vereador Dinho Rosa e o senador Dário Berger.

Após os Atrevidos, veio Ney Platt e banda, com marchinhas. O músico toca em carnavais há 35 anos, mas essa foi a primeira vez no festejo de rua de Sambaqui. Platt, que durante o ano interpreta canções de Bossa Nova, Jazz e MPB, compôs uma marchinha sobre o bairro. Se chama “A sopa da Lili”, uma iguaria de siri feita “para distribuir no Carnaval de Sambaqui”. “Mas não deu tempo da gente ensaiar. Quem sabe, ano que vem”, disse.

Desfile do bloco Engenho de Dentro. Foto: Edu Cavalcanti/Especial para o Daqui na Rede.

Desfile do bloco Engenho de Dentro. Foto: Edu Cavalcanti/Especial para o Daqui na Rede.

Toda essa programação foi desfrutada não apenas pelos moradores da região, que estavam presentes em peso – muitos com a camiseta do bloco Só Delícias, que se reuniu na praia das Flores durante a tarde. A estudante universitária Karina de Souza veio do Jardim Atlântico para aproveitar a folia. E essa foi a segunda vez no Carnaval de 2016. Ela curtiu a festa de domingo também. “Sábado, fui no bloco de Sujos, no Centro, e não sambei uma única vez. Só tocaram funk e rap. No dia seguinte, pesquisei na internet, achei a programação daqui, vim e adorei. Aí hoje chamei mais amigos para virem também”, contou.

A noite transcorreu com tranquilidade, de acordo com a Polícia Militar. O único registro foi o desaparecimento de um celular, que não se sabe se foi perdido ou furtado. Como combinado entre a organização do evento e a PM, a festa terminou às 2h. Logo depois, enquanto funcionários da Companhia Melhoramentos da Capital (Comcap) já limpavam o local, faltou luz e muita gente voltou para casa no escuro. Cerca de meia hora depois, a energia elétrica já havia sido restabelecida.

FOTOS DA TERÇA-FEIRA DE CARNAVAL EM SAMBAQUI, por Edu Cavalcanti/Especial para o Daqui na Rede.

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