Os portos por onde “Marujo” passou – 7/10

29 de março de 2016 em Marujo dos Sete Mares - Antônio Cardoso, Memória

Por Celso Martins

Em Hamburgo, turistas  apreciam a chegada dos navios. Foto: Antônio Cardoso.

Em Hamburgo, turistas apreciam a chegada dos navios. Foto: Antônio Cardoso.

Este é o sétimo capítulo da série de dez reportagens “As aventuras de Marujo nos sete mares”. A cada três dias, será publicado um novo episódio. Confira o próximo no dia 1º.4.

Quando ainda estava na Frota Oceânica, “Marujo” esteve diversas vezes na Austrália, no outro lado do globo, percorrendo os portos de Melbourne, Sidnei e Adelaide. Levava carga em geral e trazia grãos e máquinas agrícolas.

Navio Lloyd México (ou Venezuela), com três guindastes para cargas de até 60 toneladas, no porto de Hamburgo, na Alemanha. Foto: Antônio Cardoso.

Navio Lloyd México (ou Venezuela), com três guindastes para cargas de até 60 toneladas, no porto de Hamburgo, na Alemanha. Foto: Antônio Cardoso.

Como marinheiro do Lloyd, nosso personagem viajou por cerca de três anos para o Japão. Levou muito minério de ferro para aquele país, oriundo da Vale do Rio Doce. Conheceu de perto os portos de Tóquio, Yokohama, Nagoya e Osaka, entre outros.

O destino seguinte foi a Europa, frequentando os portos de Roterdã (Holanda), Hamburgo (Alemanha) e Antuérpia (Bélgica).

No Uruguai, ao lado de um marinheiro do iate Igarati, de Adhemar de Barros. Foto: Acervo Antônio Cardoso.

No Uruguai, ao lado de um marinheiro. Foto: Acervo Antônio Cardoso.

Outros portos

Cingapura – “Em movimento de porto marítimo é o primeiro, o maior do mundo. Era um porto muito grande, muito grande, tinha um movimento. O canal ou rio de Singapura é costurado de navio”.

Hong-Kong (China) – “A iluminação é a primeira do mundo. Era. Um colorido muito bonito.”

Navio Frotavento em Manaus (AM). Foto: Antônio Cardoso.

Navio Frotavento em Manaus (AM). Foto: Antônio Cardoso.

Estados Unidos – Marujo frequentou os principais portos norte-americanos, tanto na costa Leste (Houston, Boston, Baltimore, Charleston, Nova Orleans, Long Beach, Miami, Nova Iorque, Savannah) quanto na costa oeste, do Pacífico, como de Portland, São Francisco, Los Angeles e Seattle.

“O porto de Nova Iorque era legal, numa cidade moderna, coisa linda!” Ele “não avançava muito o sinal por causa do idioma”, permanecendo nos arredores do porto.

Em Seattle, pegava muita madeira de carga. “A maior parte do carregamento de barcaça, chata e navio era de madeira, bruta e em tora, beneficiada, tratada. O produto dali vai para diversos países.”

Panamá – “Nunca gostei, não gostava”, tendo atravessado várias vezes o canal de ligação entre dois oceanos.

Vancouver (Canadá) – “Ia até lá, sempre ia”.

Liverpool (Inglaterra) – “O pessoal dizia: vamos no brechó, comprar geladeira pequena, de apartamento, camarote. Foi aonde eu vi os primeiros computadores, já no lixo. Tinha colega nosso que comprava, mas chegava no Brasil e não podia tirar. Então, desembarcava e deixava pra outro à bordo.”

VIAGEM A HAMBURGO, NA ALEMANHA. Fotos: Acervo Antônio Cardoso.

Leia mais da série “As aventuras de Marujo nos sete mares”:
Capítulo 1 - Introdutório
Capítulo 2
Capítulo 3
Capítulo 4
Capítulo 5
Capítulo 6

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