“Marujo” atua na pesca e na construção civil – 3/ 10

17 de março de 2016 em Marujo dos Sete Mares - Antônio Cardoso, Memória

Por Celso Martins

Carnaval no Rio de Janeiro nos anos 1960, quando trabalhou no iate do político Adhemar Barros. No lado esquerdo, o cozinheiro Hugo. No outro, um trabalhador do Estaleiro do Saneamento de Niterói (RJ), conhecido como Zé. Foto: Acervo Antônio Cardoso.

Carnaval no Rio de Janeiro nos anos 1960, quando trabalhou no iate do político Adhemar de Barros. No lado esquerdo, o cozinheiro Hugo. No outro, um trabalhador do Estaleiro do Saneamento de Niterói (RJ), conhecido como Zé. Foto: Acervo Antônio Cardoso.

Este é o terceiro capítulo da série de dez reportagens “As aventuras de Marujo nos sete mares”. A cada três dias, será publicado um novo episódio. Confira o próximo no dia 20.3.

No dia 11 de junho de 1954, “Marujo” chega a Santos. Nessa noite, ele foi descansar com um amigo nas areias da praia nas imediações do porto, onde os dois foram surpreendidos pela chegada de um “japonês, que perguntou quem a gente era e o que queria”, recorda. “Viemos de Santa Catarina à procura de trabalho”, respondeu “Marujo”. Ao serem perguntados se sabiam pescar, disseram que não, mas poderiam aprender. “A gente acabou indo dormir no barco e, na manhã seguinte, começamos a trabalhar”.

E assim iniciou a jornada marítima de Antônio Cardoso, embarcando em diversos pesqueiros nos anos seguintes, como Celipotente, Gaete, Cocal, Aliciana, Iemanjá, Brasiloso e João Cláudio.

Em Punta Del Leste (Uruguai), no iate de Adhemar de Barros. Ao lado de "Marujo", o cozinheiro Manoel "Cavalo". Foto: Acervo Antônio Cardoso.

Em Punta Del Leste (Uruguai), no iate de Adhemar de Barros. Ao lado de “Marujo”, o cozinheiro Manoel “Cavalo”. Foto: Acervo Antônio Cardoso.

Depois de uma temporada de pesca em alto mar, percorrendo o litoral brasileiro, foi convidado a trabalhar no iate do político paulista Adhemar de Barros. Um colega de pesca, conhecido por Manoel Cavalo, natural de Itajaí (SC), “deixou a pesca antes de mim e foi trabalhar nesse iate. Depois ele me chamou”, relembra “Marujo”.

Vista da casa em que residia em Niterói, na cabeceira da ponte Rio-Niterói. Foto: Antônio Cardoso.

Vista da casa em que residia em Niterói, na cabeceira da ponte Rio-Niterói. Foto: Antônio Cardoso.

Na sequência, foi para o Rio de Janeiro, atuando na construção da ponte Rio-Niterói (“estava numa lancha de construção”), entre 1972 e 1973, também prosseguindo nas atividades de pesca. “Fui para o Rio em 1961 e morei lá até 1991″, conta “Marujo”. Lá, ainda atuou no rebocador Cory, durante a construção do gasoduto carioca. O passo seguinte foi ingressar como marinheiro na Frota Oceânica e depois no Lloyd Brasileiro, conhecer o mundo e fazendo jus ao apelido de “Marujo”.

Leia os outros capítulos da série “As aventuras de Marujo nos sete mares”:
Capítulo 1 - Introdutório
Capítulo 2

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