A fé e as motivações dos devotos do Divino

14 de setembro de 2016 em Festa do Divino 2016, Galeria de imagens

 

Foto: Celso Martins.

Foto: Celso Martins.

Tudo é muito solene, o gesto calculado, o traje rigorosamente escolhido, a postura nobre, combinando com o vagar dos passos, o orgulho e a satisfação de ali estar, participando do cortejo do Divino, domingo (11.9), em Santo Antônio de Lisboa. Cada pessoa ali passou os últimos meses pensando naquela data, escolhendo a vestimenta, mentalizando a experiência, focado no momento.

Cerca de 19 horas. A concentração na casa de Ederson Pires e Fabrícia Lima Pires, ela à frente, atuando como mestre de cerimônias dos cortejos, orientando, corrigindo os detalhes, indicando rumos e ajeitando as coisas e acomodando os personagens. Os irmãos da Irmandade do Divino Espirito Santo, com seus símbolos e vestimentas, são os batedores do cortejo, integrado pelos principais: casal festeiro, provedor e esposa, o padre, a banda centenária.

Foto: Celso Martins.

Foto: Celso Martins.

Espetáculo raro, singelo e adornado pela emoção. Devotos em ação, desafiando o passar dos tempos, reafirmando pela milésima vez os valores religiosos e culturais do Espírito Santo, driblando os estorvos da modernidade. Sustentam os dons do Divino (sabedoria, entendimento, conselho, ciência, fortaleza, piedade e o temor de Deus), desde muito antigamente.

A casa ornamentada, a rua como palco, o interior da igreja lotada, a missa rezada pelo padre Edinei da Rosa Cândido, a despedida emocionada de Ademir e Lia Peixoto, casal festeiro de 2016, o anúncio do casal festeiro de 2017, José Roberto Padilha (Zé) e Maria de Lourdes Andrade Padilha (Dinha). “Estou com o estômago cheio de borboletas”, brincou ela, lembrando que ainda criança de colo se esgueirava pelos bancos daquela igreja. (Por C.M.)

 

ÚLTIMOS MOMENTOS DO DIVINO 2016. Fotos: Celso Martins.

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