PREVIDÊNCIA

26 de maio de 2017 em Emanuel Medeiros Vieira

PREVIDÊNCIA

 

Por EMANUEL MEDEIROS VIEIRA

 

Muito já se falou sobre a reforma da Previdência. Serei breve.

Resumindo: um governo ajoelhado ao deus mercado, aos bancos, ao domínio da grande mídia, só poderia agir assim.

(Eu sei. Nada de novo eu escrevi. Às vezes é preciso repetir, porque poucos parecem escutar.)

As pessoas tendem a internalizar a visão dos grandes oligopólios.

É o capital sendo valorizado em detrimento do trabalho.

Enquanto se impõe que o brasileiro trabalhe por mais tempo para se aposentar, o governo ignora que 426 bilhões de reais não são repassados pelas empresas ao INSS.

O valor da dívida, segundo alguns, equivale a três vezes o chamado déficit da Previdência.

Esses números foram levantados pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

Entre os grandes devedores estão a JBS, o Bradesco e outras grandes insttuições.

E os “escribas do grande capital” só sabem demonizar o funcionalismo público e o trabalhador em geral.

Os mais humildes, que começam a trabalhar mais cedo, em ofícios duros, não conseguirão se aposentar. Morrerão antes.

Dissimuladamente, comparam a idade necessária para a aposentadoria no Brasil aos países mais desenvolvidos do mundo.

Esquecem-se que lá a vida é longa (pelas estatísticas, as pessoas vivem mais),e a desigualdade não é obscena como a nossa.

“Qual louco vai se aposentar sem paridade com quem está na ativa?”, indaga José Medrado.

Lembram-se? Não faz muito tempo, esse mesmo governo servil, defensor da desigualdade, juntamente com os seus cúmplices, iria beneficiar as empresas de telefonia– como lembrou alguém – com mais de 100 bilhões de reias. O projeto de lei foi suspenso pela presidente do STF.

Em suma: uma reforma intrinsecamente cruel e perversa, que vai beneficiar os privilegiados de sempre – a casta oligárquica que manda no Brasil desde o seu nascimento.

Quando escuto ou leio economista que se gabam de terem estudados nas maiores universidades do EUA e de outros lugares, lembro-me do pensamento de Winston Churchill:

“A arte da previsão consiste em antecipar o que acontecerá e depois explicar porque não aconteceu”. (Salvador, maio de 2017)

Share on Google+Tweet about this on TwitterShare on FacebookPin on PinterestEmail this to someone