A história dentro d’água (13): Almirante Barroso

5 de junho de 2017 em A história dentro d'água, Destaque, Destaque

 

Henrique Boiteux. Foto: Juliano Mazzola. Reprodução: Cindy Ane Maffezoli/Al Fero (Nova Trento-SC).

Henrique Boiteux. Foto: Juliano Mazzola. Reprodução: Cindy Ane Maffezoli/Al Fero (Nova Trento-SC).

A chegada do cruzador Almirante Barroso no começo de fevereiro de 1886 ao ancoradouro de Sambaqui teve um ingrediente a mais: a presença entre os aspirantes de Marinha do jovem Henrique Boiteux, irmão de José e Lucas, filho do tenente-coronel Henrique Carlos Boiteux.

Acha-se ancorado no porto de Sambaqui, há poucos dias, o encouraçado Almirante Barroso trazendo a seu bordo quinze aspirantes em viagem de instrução, entre eles o jovem conterrâneo Henrique Boiteux, filho do nosso amigo tenente-coronel Henrique Carlos Boiteux. Consta-nos que brevemente a oficialidade e guarnição do mesmo encouraçado farão exercícios práticos de simulação de ataques às fortalezas de Santana e Santa Cruz“. (Regeneração, 2 de fevereiro de 1886)

Imagem: Google Earth. Arte: Daqui na Rede.

Imagem: Google Earth. Arte: Daqui na Rede.

Mas assim como chegou, subitamente, também partiu. “Por telegrama sabe-se que recebeu ordens terminante para recolher-se à corte, com a maior brevidade, seguindo hoje o encouraçado Almirante Barroso, que há dias se acha ancorado no porto de Sambaqui, e que viera com instruções de fazer exercícios práticos. Causa-nos surpresa semelhante resolução”. (Jornal Regeneração, 5 de fevereiro de 1886)

 

Cruzador Almirante Barroso. Foto: Marc Ferrez. Marinha do Brasil. Reprodução: Marcelo Lerner.

Cruzador Almirante Barroso. Foto: Marc Ferrez. Marinha do Brasil. Reprodução: Marcelo Lerner.

O cruzador Almirante Barroso, construído pelo Arsenal de Marinha da Corte com projeto do engenheiro naval Capitão-Tenente João Cândido Brasil e máquinas projetadas pelo Capitão-Tenente Manoel José Alves Barbosa. Teve a quilha batida em 1º de março de 1880 e foi lançado ao mar em 17 de abril de 1882, com a presença de Dom Pedro II e de seu homenageado, o Almirante Francisco Manuel Barroso da Silva, Barão do Amazonas, herói da Batalha de Riachuelo. De construção mista (madeira e aço) e propulsão mista (a vela e vapor), possuía 71,25 metros de comprimento e deslocava 2.050 toneladas. Incorporado à Esquadra em 26 de junho de 1884, em 7 de outubro de 1888, zarpou do Rio de Janeiro para realizar a segunda viagem de circunavegação realizada por um navio de guerra brasileiro, navegando 36.692 milhas e retornando ao porto de origem em 29 de julho de 1890. Em 21 de maio de 1893, durante sua segunda viagem de circunavegação, naufragou no Mar Vermelho, a 120 milhas do Canal de Suez. (FONTE).

 

SAIBA MAIS SOBRE O NAUFRÁGIO.

 

 

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