PADRE FÁBIO DE MELO

7 de junho de 2017 em Emanuel Medeiros Vieira

 

Por EMANUEL MEDEIROS VIEIRA

 

Padre Fábio. Foto: Reprodução/Snapchat.

Padre Fábio. Foto: Reprodução/Snapchat.

Muitos admiram a autoajuda (travestida de filosofia) “profunda” do “humilde” Padre Fábio de Melo, nascido em 1971 (leia, sacerdote, por favor, a vida de São Francisco de Assis).

Tudo isso deriva da péssima educação escolar brasileira. Se falamos em Hegel, muitos pensam que é jogador da seleção alemã de futebol.

O sacerdote só quer a companhia dos poderosos, de Aécio Neves, Luciano Hulk, Fátima Bernardes e outras figuras” iluminadas”?

Ou dos auditórios que sempre  aplaudem sua “autoajuda genial”?

Padre: o senhor já conheceu algum pedreiro? Um sapateiro? Um morador de rua?

Uma sugestão: passe uma temporada, anonimamente, sem televisão ou Fátima Bernardes, nos confins da Amazônia.   – sem auto-exposição, ajudando a quem precise – sem discos.

A vaidade é pecado!  Ainda quando quer passar-se por humildade. Como a hipocrisia.

E se realmente acredita no Juízo Final, deve saber que o julgamento de Deus sobre mim, sobre o senhor, sobre todos os humanos, será severo.

(Eu tenho muitas dúvidas sobre a existência do referido Juízo. Queria mesmo a solidariedade, a justiça e a esperança aqui na terra mesmo.)

Eu sei: muitos dizem que seu papel é valioso para chamar jovens para a Igreja Católica, evitando sua “transferência” para os evangélicos neopentecostais e seus tantos milagres.

Outros diziam que havia “xuxas” na Igreja Católica, pelo seu desejo de frenética exposição.

(Isso quando ela tinha mais fama.)

Por que o senhor raramente fala nos problemas sociais do nosso país?

Na minha época, a gente chamava tal postura de “alienada”.

Que o senhor reflita seu papel no mundo – entre uma entrevista e outra.

E, perdoe a redundância: nunca  se esqueça das lições de São Francisco de Assis.

O senhor não me conhece, mas deixo um abraço fraternal. (EMV)

Não escreverei mais com o temor de beirar a falta de educação.

PERCEBAM, AMIGOS LEITORES: VIVEMOS NESSE MUNDO NÃO UMA “INVASÃO DE PRIVACIDADE”, MAS  UMA “EVASÃO DA “PRIVACIDADE.”

(Salvador, junho de 2017)

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