Duas décadas sem pagar a conta de água

4 de julho de 2017 em Geral

 

Escolas de Santo Antônio e Barra do Sambaqui estão sem telefone, serviço de malotes e com merenda reduzida

 

Fatura da Casan.

Fatura da Casan.

Há duas décadas a Prefeitura de Florianópolis não paga a água usada pela escola Marcolino José de Lima, conforme comunicado da Casan à direção do estabelecimento localizado na Barra do Sambaqui. Há o temor de que o fornecimento seja cortado.

A merenda continua restrita: pão com carne, pão com queijo, mingau e salada de frutas (antes eram servidos torta salgada e bolos).

A escola não tem ovo nem trigo. A comunidade tem ajudado na manutenção e a Prefeitura atende as emergências com lentidão.

Detalhe da fatura.

Detalhe da fatura.

Continua sem telefone, tendo sido liberado um celular da empresa Kronos para as ligações, usado em emergências. Também foi suspenso o serviço de malotes, prestado pelos Correios.

Situação exposta nas redes sociais.

Situação exposta nas redes sociais.

Com isso a diretora tem ido duas ou três vezes ao Centro, com recursos próprios, para levar ou apanhar documentos.

A escola não conta com servidor administrativo. “Mas seguimos em frente”, destaca a diretora.

As aulas terminam no próximo dia 14. No dia 17 começam as férias.

 

Paulo Fontes

O telefone da escola municipal Paulo Fontes só recebe chamadas há mais de dois meses. O serviço de malotes via Correios foi suspenso. A merenda está com o cardápio modificado por falta de pagamentos das empresas fornecedoras.

 

Secretaria

A assessoria de comunicação da secretaria municipal de Educação enviou a mensagem abaixo.

A prefeitura de Florianópolis estava gastando mensalmente R$ 15 mil em malotes para as unidades educacionais (são 115 entre escolas, creches e NEI’s). Para economizar esta quantia, a administração municipal está enviando a maioria das correspondências por correio eletrônico. Em relação a algumas correspondências, os profissionais das diversas unidades, ao virem até a sede do órgão central da SME, ficam responsáveis por pegarem esses materiais. No mínimo, uma vez por mês representantes das unidades se deslocam até a SME.

Quanto aos telefones, todas unidades receberam um celular.

A prefeitura está agilizando um processo licitatório para que uma nova empresa passe a ser a operadora de todos os órgãos da administração pública“.

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